domingo, 30 de janeiro de 2011

PROTESTOS NO EGITO E MOBILIZAÇÃO POPULAR: SUPERAÇÃO DO MEDO E A LUTA CONTRA DITADURAS


PROTESTO MARCA ENTERRO DE MANIFESTANTE CONTRA A DITADURA DE HOSNI MUBARAK.

COMENTÁRIO DESTE BLOG: Talvez os episódios que envolvem, de um lado, a crise da grande mídia brasileira e, de outro, os movimentos populares da Tunísia e Egito (que, no Brasil, poderiam refletir na luta contra o latifúndio e as oligarquias do poder econômico e midiático), sejam os motivos pelos quais parte da sociedade conservadora deste país, mesmo os jovens internautas, estejam com medo e por isso reagem com fúria contra blogs progressistas como Mingau de Aço, Blog Cidadania, Viomundo e Angry Brazilian.

Protestos no Egito e Mobilização Popular: Superação do medo e a luta contra ditaduras

Por Raphael Tsavkko Garcia - Blogs Opera Mundi e Angry Brazilian

O Egito chega ao quarto dia ininterrupto de protestos, apelidado de Dia da Ira, em que milhares de manifestantes tomaram as principais ruas do país (como o Cairo, Alexandria e Suez) sem dar sinais de que irão recuar frente à polícia até que caia o regime de Hosni Mubarak, no poder há 30 anos.

Desde ontem a internet no Egito está praticamente inacessível e a população acusa o governo de - ilegalmente - ter "desligado" a internet. O Twitter e o Facebook já estavam inacessíveis e em alguns lugares as linhas de telefonia celular foram cortadas e mesmo a telefonia fixa passa por problemas. A transmissão via satélite do canal Al Jazeera foi cortado no Egito que pode se tornar um verdadeiro buraco negro informacional.

A repressão policial no Egito vem sendo brutal, os mortos são pelo menos oito, centenas de pessoas estão feridas ou foram presas pela polícia e encontram-se em paradeiros desconhecidos. O líder da oposição democrática, o ex-chefe da Agência Nuclear da ONU, Mohamed El Baradei encontra-se preso assim como diversos líderes da Irmandade Muçulmana e de outros partidos de oposição.

Jornalistas, em especial câmeras, são alvos preferenciais da polícia egípcia que tenta somar ampliar o blecaute informacional e proibir que imagens saiam do país.

Os protestos no Egito começaram depois que o líder da Tunísia, Zine el Abdine Ben Ali foi deposto depois de 29 dias de protestos contínuos no país. A queda de um antigo fitador Árabe - forte aliado dos EUA na região - serviu de gatilho para que a revolta se espalhasse para o Egito e mesmo para o Iêmen, onde milhares de manifestantes também exigem a saída de Saleh, no poder há 32 anos.

As imagens reproduzidas pela Al Jazeera e também pela BBC e por outras redes presentes no Egito são estarrecedoras. Frente à extrema violência policial a reação apaixonada e inebriada de milhares - talvez milhões - de egípcios que apenas pelo seu número conseguem forçar as forças de segurança a recuar.

Um comentário:

  1. Será que, depois dos protestos egípcios, vão fazer, lá em Governador Valadares (cidade mineira que fica entre o Rio de Janeiro e Salvador), uma passeata contra o "Pânico na TV"? Ou será que, primeiro, esse programa mau-humorístico teria que perder audiência para a Record?

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