segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ONDE OS ÍDOLOS BREGA-POPULARESCOS VÃO BUSCAR "RECONHECIMENTO ARTÍSTICO"



É essa a "verdadeira cultura popular" que certos intelectualóides dizem para nós?

Os medalhões do brega-popularescos, como Zezé Di Camargo & Luciano, Cláudia Leitte e Alexandre Pires, agora se apresentam em cruzeiros marítimos.

Que são embarcações caríssimas, e expressões das mais ricas aristocracias internacionais.

Será que vamos ter que engolir essa falácia de que esses protegidos da Rede Globo de Televisão são "verdadeira cultura popular" e que faz sentido eles dependerem da burguesia para serem assim "reconhecidos"?

Enquanto isso, a verdadeira cultura popular, que não se preocupa em lotar plateias de micaretas, vaquejadas, galpões "megashows" de subúrbios, mas que têm a função sócio-cultural que os ídolos brega-popularescos não possuem, esses nem os blogueiros-patolinos, colonistas-paçocas, sakamotos-fukuyamas da vida lhe dão ouvidos.

A verdadeira cultura popular, que produz conhecimento, valores sociais, não se molda nos tendenciosismos de mercado, não espera o mercado lhe dizer se pode ou não gravar covers de MPB autêntica e que músicas devem ou não ser gravadas, essa deveria ao menos ser lembrada por alguns blogueiros esquerdistas menos empenhados, até para acompanhar os mais experientes, que já puderam ouvir MPB de verdade nas rádios de sua infância.

Mas, francamente, esses ídolos popularescos, meros lotadores de plateias, que só são "MPB" para o Fausto Silva e para os jornalistas da revista Caras, nunca seriam mesmo Música Popular Brasileira.

E ainda dependem de cruzeiros marítimos e de discos ao vivo lançados um atrás do outro e aos montes, com os mesmos "grandes sucessos" e muitos covers, para serem considerados "mestres criadores de nossa música".

Aliás, que grandes clássicos eles produziram? Nenhum.

Eles podem ser ouvidos pela empregada doméstica porque ela sintonizou aquela rádio controlada pelo oligarca da região, pelo deputado local, pelo "coronel" de plantão, que as manobras políticas fizeram líder do Ibope na sua cidade ou região metropolitana.

Se as rádios fossem melhores, e houvesse melhor educação em nosso país, nossas empregadas domésticas seriam como as de 50 anos atrás, que ouviam música de primeira qualidade.

E não dependeriam de cruzeiro marítimo para reconhecer alguma suposta maestria de seus cantores prediletos. Elas teriam mais senso crítico.

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