terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O PiG INVESTE NA REVOLTA DAS POPOZUDAS


PARA COMBATER O FEMINISMO DA ERA DILMA, NADA COMO O MACHISMO RECREATIVO DO DEMOTUCANO É O TCHAN.

O que as seis dançarinas do É O Tchan (*), Solange Gomes e Valesca Popozuda, entre tantas outras similares, têm em relação com Yeda Crusius e Eliane Cantanhede?

Simples. É o serviço que umas e outras fazem em prol do Partido da Imprensa Golpista, ainda que desempenhem papéis diferentes.

Yeda Crusius é economista e personalidade política. Eliane Cantanhede é jornalista. Ambas são mulheres de decisão e de opinião, mas representam os interesses retrógrados da direita demotucana.

As popozudas - e não somente as dançarinas do Tchan, Solange Gomes, Valesca Popozuda, Mulher Melão etc, mas agora as boazudas do Big Brother Brasil, a estrear hoje - já fazem outro papel, que é o de servir ao mercado machista das mulheres-objeto.

É desse circo de mulheres-objeto que, com toda sua frequência furiosa, suas notas obsessivamente publicadas, uma atrás de outra, todo santo (ou melhor, demoníaco) dia, pela grande mídia do entretenimento, que vem a reação mais violenta contra o Brasil a ser trabalhado por Dilma Rousseff nesse período de quatro anos.

É essa revolta das popozudas, o circo de glúteos empinados, que muitos incautos e outros cínicos entendem como "feminista" porque as popozudas aparentemente não têm marido nem namorado e, com o dinheiro compram casinha para a mamãe e carro novo para o irmãozinho caçula.

Mas já discutimos esse asneirol em outras oportunidades. De asneirol, já basta a futura BBB Natália dizer que se sente "uma Superman".

O É O Tchan finge que não tem a ver com a mídia golpista, nem com o carlismo, mas seu sucesso nacional nada seria se não fosse o apoio seguro dos vovôs Roberto Marinho e Antônio Carlos Magalhães.

Sem falar que o Tchan virou o símbolo da prosperidade tucano-pefelista - como entendíamos o demotucanato há 15 anos atrás - do professor Fernando Henrique Cardoso, o príncipe dos sociólogos, ou melor, ociólogos.

A não ser que sociólogo em questão seja o baiano Milton Moura, tão fascinado com o mercado livre dos glúteos a céu aberto.

Milton havia escrito um texto vagabundo que só foi publicado em periódico científico porque o profeçor Milton Moura, da UFBA, tem visibilidade e tornou-se queridinho da grande mídia baiana.

Um texto que, se fosse mostrado para Noam Chomsky, o faria sentir mal estar. E certamente não teria agradado o saudoso xará Milton Santos, o eminente geógrafo baiano, há dez anos longe de nós, e que nunca se iludiu com a mídia popularesca e seus ícones e ídolos.

Alguém vai fazer um documentário sobre Valesca Popozuda que deve ganhar bajulação da intelectualidade embevecida, incluindo os colonistas-paçocas, blogueiros-patolinos, antroporcólogos e ociólogos que veneram o monumento glúteo como se fosse o patrimônio cultural da bestialidade.

Valesca tornou-se um misto de Carla Perez fase É O Tchan e Tati Quebra-Barraco. Tem a cara e os glúteos da primeira, antes desta fazer plástica e virar a sra. Xanddy, mas tem o pretensiosismo çossiau da segunda.

Mas enquanto esse circo de glúteos à mostra, feito carne de rua, que virou mania até nas titias Solange Gomes e Nana Gouveia, as "ídalas" dos machos selvagens, é visto como se fosse uma "etnografia da periferia" pelos intelectualóides sem sabedoria mas com muita e muita visibilidade (suficiente para serem elogiados por onze entre dez blogueiros caronistas do Brasil), o PiG financia esse espetáculo todo com gosto.

Afinal, as popozudas são ótimas para freiar os avanços das verdadeiras conquistas femininas.

Desviam a atenção das jovens moças da periferia, que acabam tomando as popozudas como modelo de sucesso a ser seguido.

A mídia golpista, assim, tenta criar um apartheid social a pretexto do feminismo, obrigando as moças pobres a cultuar a vulgaridade, enquanto a inteligência aliada ao espírito de luta e aos bons referenciais culturais tem que ser privilégio das mulheres de classe média alta para alta.

Não por acaso, o portal Ego, reduto de todas essas popozudas, é um dos braços das Organizações Globo, a megacorporação dos irmãos Marinho.

E o Big Brother Brasil, celeiro de novas-boazudas emergentes, não só é transmitido pela Rede Globo como seu animador-mor, Pedro Bial, é coleguinha, no Instituto Millenium, de figuras ultra-reacionárias como Carlos Alberto Di Franco, colonista do Estadão ligado à organização medieval Opus Dei.

Pedro Bial escreveu um livro sobre Roberto Marinho. E segue justamente aquele tipo alertado por Mino Carta, o do jornalista do PiG que chama patrão de colega.

Quem vai dizer que o espetáculo de glúteos sacolejantes que toma conta do portal Ego (o portal Terra Diversão pega carona) é "a saudável expressão sexual da juventude da periferia"? Quem tem coragem de dizer, mais uma vez, esse asneirol politicamente correto?

Com o apoio da mídia golpista, um apoio escancarado, entusiasmado, insistente, que impede até mesmo que as citadas titias Solange e Nana se aposentem, não há como dissociar esse mercadão do entretenimento machista à velha grande mídia.

Porque tudo isso parece "moderno", mas é retrógrado.

Até porque as jornalistas de TV, top models e atrizes mostram uma sensualidade e uma formosura física bem mais atraentes do que as popozudas.

Isso está muito claro. As popozudas são as Potrancas da Imprensa Golpista.

Podem os intelectuais escreverem laudas e laudas tentando dissociar esse vínculo com a mídia golpista, porque os fatos falam muito mais e com uma força que nenhuma monografia conseguirá desmentir.

Até porque essas monografias geram muito oba-oba entre os amiguinhos do seu autor. Mas, passada a festa, vão mofar nas estantes.

(*) O É O Tchan é pouco recomendado para a vovó e para o netinho, sendo um grupo abominável dos 8 aos 80. O É O Tchan é impróprio para a vovó, porque é pornográfico e pode causar problema no coração. O É O Tchan é impróprio para o netinho, porque seu erotismo exagerado e grosseiro pode criar desvios de conduta moral e controle dos desejos sexuais na idade adulta.

O É O Tchan é machista, mas suas dançarinas pensam que ser feminista é não contar com o sustento de maridos ou namorados. Dizem que não têm namorados porque está difícil arrumar homens, quando na verdade é porque está difícil arrumar horários para conhecer os homens que são pretendentes. Que, certamente, não sou eu nem você, no caso de você ser um leitor masculino. Nós queremos mulheres realmente de conteúdo, sem qualquer trocadilho pornográfico.

Um comentário:

  1. mídia golpista e um absurdo,isso e papo do nosso governo que não gosta de ser criticado.

    e as 'poposudas' não tão nem ai pra política,vendem seu trabalho artísticoi cabe a cada ou gosta ou não.

    não creio que elas freiam o desenvolvimento do feminismo.

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