domingo, 2 de janeiro de 2011

A FOLHA DA "DITABRANDA" É A DO "FIM DA INDÚSTRIA CULTURAL"


PARA TURISTA BRASILEIRO VER - Ora, é claro que Ivete Sangalo virou estrela global. Ela é contratada pelas Organizações Globo...

Já escrevemos neste texto, mas vale reforçar o questionamento.

A Folha de São Paulo que inventou a "ditabranda" é a mesma que comemora a "morte" da indústria cultural.

E cujos críticos chegam ao cúmulo de acreditar que Ivete Sangalo é "sem mídia" e "sem indústria". Como se estivesse acima da mídia e da indústria. Não está.

Ivete Sangalo é apenas a vitrine do poder da mídia e da indústria. E seu exemplo mais bem sucedido.

Mas que não virou cidadã do mundo, porque seu espetáculo no Madison Square Garden contou com plateia de maioria de turistas brasileiros. Ivete alugou o local para fazer um espetáculo especial para seus clientes dos blocos carnavalescos de Salvador, com pacotes promocionais de viagem e fez sensacionalismo em torno desse evento que não repercutiu muito na mídia do exterior.

É sempre assim: quando algum estilo brega-popularesco se mostra no exterior - à custa do envio de turistas brasileiros para "engrossar plateia" - , diz que "fez sucesso lá fora" e tudo o mais.

Não fez.

Nem a lambada, nem o "funk carioca", nem Alexandre Pires, nem Sandy & Júnior, nem a axé-music, nem Sullivan & Massadas.

Quando muito, só Morris Albert atingiu a façanha, mesmo assim num contexto de música romântica melosa dos anos 70, que embalava os momentos amorosos dos hoje sugar daddies que na época eram apenas garotões deslumbrados com o futuro de muitos paletós, champanhes e festas de gala que eles hoje curtem com suas esposas mais jovens.

O brega-popularesco brasileiro não convence o público estrangeiro.

Até porque copia muito do pop comercial que os estrangeiros já não levam muito a sério.

Mas o consolo é que Ivete Sangalo tornou-se, de fato, uma estrela global.

É contratada pelas Organizações Globo, fez especiais para o Multishow e apresentou programa na Rede Globo. Mas de vez em quando ela dá a cara em Caras, como na edição do final do ano passado.

Ela é "sem mídia", "sem indústria"? Contratada pela Rede Globo e pela Universal Music? Fala sério!!

Quanto à "listinha" da Folha de São Paulo. Desde quando um disco ao vivo, coletânea de sucessos, é considerado álbum influente para a formação da identidade cultural brasileira, sobretudo de uma banda de "pagode mauricinho" como o Grupo Revelação?

Discos ao vivo assim são apenas coletâneas de sucessos, com covers e alguns duetos, que em nada influem em coisa alguma, a não ser na mera e inócua aparição nas listas de vendagens, o que não constitui diferencial algum.

Se os críticos musicais da Folha quiseram fazer sua "super lista de clássicos da música", perderam. Só expuseram mais uma vez a mentalidade retrógrada do "jornal" de Otávio Frias Filho, o "intelectual" que quis mandar na cultura brasileira e enviou até um discípulo para defender os pontos de vista de Tavinho na imprensa esquerdista.

Por isso a Folha de São Paulo acredita que a ditadura brasileira "não" era aquela monstruosidade que registra sabiamente a História, esse ente desprezível que blogueiros-patolinos, colunistas-paçocas, historiadores-do-brega e o mestre de todos, Francis Fukuyama, tanto menosprezam.

Por isso a Folha de São Paulo, para mascarar os mecanismos de poder da indústria cultural, tenta inventar que a indústria morreu, que a mídia está morta, que agora tudo é uma questão de iPods, iPads e redes sociais, enquanto o PiG ladra e morde nos bastidores.

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