segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ENTRETENIMENTO DO PiG VAI PARA O ABRIGO ANTI-AÉREO



Prossegue a guerra entre o PiG e a esquerda brasileira.

Passada a farra eleitoral e a posse da presidente, a mídia golpista renovou sua munição e os colonistas partiram para a artilharia.

Qualquer espirro que Dilma inocentemente der será violentamente condenado pelo colonista de plantão.

"Colonista"? Não seria "colunista"?

Pode ser. Mas "colonista" se remete aos interesses colonizados, afinal o "colonista" é aquele colunista que se comporta como um carneirinho aos ditames do imperialismo.

E aí o "colonista" pode ser Eliane Cantanhede, Merval Pereira, Reinaldo Azevedo, Carlos Alberto Di Franco ou qualquer outro que fizer o mesmo "trabalho".

E nessa guerra toda, é claro que o entretenimento do brega-popularesco têm que ser protegido pela mídia golpista.

Os brinquedos culturais que as oligarquias reservam para as classes populares consumirem precisam ser protegidos.

Vai tudo para o abrigo anti-aéreo.

Os cantores "sertanejos" estão proibidos de posarem ao lado da titia Kátia Abreu, a senadora.

Senão vai dar no mesmo chabu que Alexandre Pires teve com George W. Bush, o Júnior.

E a axé-music, com seus barões do Carnaval baiano por trás (sem trocadilhos sexuais, por favor), finge que gosta do Jacques Wagner, mas não consegue esconder as saudades chorosas do painho ACM, que tanto fez pelos axézeiros.

Não fosse o falecido senador baiano, Ivete continuaria até hoje como mais uma cantora de trio em Salvador. E não teria dinheiro para comprar sequer o Vibe Show, um dos galpões mega-shows localizados no Rio. Quanto mais o Madison Square Garden...

Grandes tempos.

Com FHC no comando e ACM como co-piloto, os axézeiros puderam fazer sucesso até nas áreas nobres de Porto Alegre.

Os "pagodeiros românticos", por sua vez, dominaram todo o Rio de Janeiro e os "sertanejos" viraram os donos das regiões Norte e Centro-Oeste.

E sobrou até para os latifundiários darem uma "ajudinha amiga" para os barões do entretenimento nordestino recrutarem pobres-coitados para montar os caricatos grupos de "forró eletrônico".

Grandes tempos que seus beneficiários se recusam a relembrar.

Diz o ditado que recordar é viver.

Por que a turma do entretenimento popularesco agora renega seu passado collorido, demotucano, udenista, arenista e pefelista?

Se não fosse a direita, nenhum deles se tornaria sequer um ídolo nacional.

Eles são protegidos de Caras, são relançados pela Ilustrada como se fossem "vanguarda" (o que o PiG entende como "vanguarda" é problema dele), aparecem no Domingão do Faustão como gladiadores vitoriosos na última batalha, e hoje querem negar tudo isso?

Até quem começou a fazer sucesso há 20 anos atrás agora diz que só ficou famoso por causa do Twitter e do YouTube.

Tem contrato pela Universal Music e diz que está fora da indústria fonográfica.

Tem as portas abertas da Rede Globo para si e diz que está fora da grande mídia, só porque na semana seguinte apareceu na Rede Record.

E ainda se acham a "verdadeira Música Popular Brasileira" só porque lotam plateias com muita facilidade. Dá para acreditar?

E esse pessoal, que se gaba em ser visto como "os grandes criadores da moderna música popular brasileira", está gravando quase sempre discos ao vivo, meras coletâneas de sucessos alternadas com covers e com duetos ora oportunistas, ora corporativistas.

Como essa Música do PiG Brasileira gera muito dinheiro, o PiG tem que protegê-la e tentar se desvencilhar dela no discurso. Porque na prática isso é como vender separadamente a trilha sonora do filme que ela faz parte.

Só que não se deve vender a trilha do PiG separadamente dele.

Foi o PiG que transformou essa música em "mania nacional".

Através de toda uma rede que envolve oligarquias da grande mídia, das casas de espetáculo, das redes de atacado e varejo, da indústria fonográfica, do latifúndio e outros detentores do poder, claramente alinhados à mais convicta direita brasileira.

Opor a música brega-popularesca ao PiG é como se dissesse que 2 vezes 2 e 2 mais 2 nunca dessem no mesmo resultado.

Por enquanto a trilha sonora do PiG está protegida, sob a guarda de terceiros. Sobretudo os intelectuais demotucanos que, no momento, brincam de "ativismo esquerdista".

Até que o colonista-paçoca que tenta enganar os caros amigos com suas paçocas jornalísticas e cumpra seu trabalho e volte correndo para os braços de seu mestre para todo-o-sempre Tavinho Frias.

É esperar para ver.

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