terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A CAÇA A JULIAN ASSANGE, VIA REDES SOCIAIS



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Parece que o fantasma de Joseph McCarthy, o temível senador norte-americano que apavorou a sociedade nos anos 50, está rondando as autoridades dos EUA. Além de manterem preso o soldado Brad Manning, que forneceu documentos secretos para Julian Assange, em condições degradantes e sob eventual tortura, as autoridades querem perseguir o fundador e diretor do Wikileaks e rastrear a Internet para quebrar os sigilos digitais dos dois. Algo bastante perverso, o que mostra o quanto os EUA, quando possível, violam totalmente os direitos humanos.

A caça a Julian Assange, via redes sociais

EUA ordenam que Twitter entregue registros de fundador do WikiLeaks

Por Leila Jinkings - Agência Reuters - Tradução sem crédito de autoria, extraída do blog Viomundo

Governo americano também pediu informações sobre simpatizantes do site. Dados exigidos incluem os endereços IP usados para acessar o microblog.

Um tribunal dos Estados Unidos ordenou que o Twitter entregue informações detalhadas sobre os registros do WikiLeaks e de diversos simpatizantes do site, como parte de investigação criminal sobre o vazamento de documentos confidenciais.

A intimação datada de 14 de dezembro, solicitada pelo Departamento da Justiça dos EUA e publicada pela revista Salon.com, afirma que os registros pedidos ao microblog são parte “relevante de uma investigação criminal em curso”.

O documento ordena que o Twitter forneça informações sobre as contas do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, e de Bradley Manning, um analista de inteligência do Exército norte-americano acusado de vazar os documentos divulgados ao público no ano passado pelo WikiLeaks.

As informações exigidas pelo governo incluem todos os registros de conexão e horários de sessão, os endereços IP usados para acessar o Twitter, endereços de e-mail e residenciais, além de dados de cobrança e detalhes de contas bancárias e cartões de crédito.

“O WikiLeaks condena vigorosamente essa perseguição a indivíduos pelo governo dos EUA”, afirmou o site em comunicado encaminhado à Reuters por Mark Stephens, seu advogado em Londres.

O governo dos EUA está decidindo se deve apresentar acusações criminais contra Assange por ajudar a divulgar mensagens diplomáticas confidenciais norte-americanas, o que causou embaraços a Washington e a diversos de seus aliados.

O governo dos EUA está à procura de maneiras de incriminar o WikiLeaks e sua equipe depois do início do vazamento de uma série de mais de 250 mil documentos diplomáticos norte-americanos.

A deputada islandesa Birgitta Jonsdottir explicou em sua própria conta do Twitter que havia recebido um pedido formal.

“O governo americano quer ver todos os meus twitts e ainda mais, desde 1º de novembro de 2009. Será que eles têm consciência de que eu pertenço ao Parlamento islandês?”, escreveu Jonsdottir no serviço de microblogagem.

Em outra mensagem, a parlamentar declarou-se convencida de que o Google e o Facebook “receberam pedidos semelhantes”.

De acordo com o WikiLeaks, “a existência de uma investigação secreta levada a cabo por uma grande instância jurídica americana foi confirmada desta maneira pela primeira vez”.

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