terça-feira, 25 de janeiro de 2011

BRIGA INTERNA AGITA PSDB E PiG



Por Alexandre Figueiredo

Em muitos filmes de ficção, há um momento em que uma quadrilha antes unida começa a sofrer divergências internas, com seus chefões brigando entre si, além deles brigarem também com seus comparsas.

Pois a direita brasileira vive hoje seu momento de conflito, cuja repercussão assusta até os tradicionais aliados do DEM (que hoje veem o prefeito paulistano Gilberto Kassab namorar o PMDB). Trata-se do conflito interno dentro dos quadros do PSDB e entre o partido e a imprensa associada.

Duas denúncias agitam os bastidores do partido, no seu Estado mais forte, São Paulo, que no entanto não conseguiu colocar o candidato José Serra ao Planalto.

Uma delas envolve o próprio Serra, com uma dívida R$ 307 milhões às agências de publicidade, por conta dos prejuízos para a campanha. O presidenciável derrotado teria passado para o governador paulista, Geraldo Alckmin, a missão de pagar a dívida.

Outra envolve o esquema de desvio de verbas públicas de parte do empresário Paulo César Ribeiro, irmão da esposa do governador, Lu Alckmin. Ele seria o líder de um grupo que desviou dinheiro público destinado a merendas escolares em várias cidades de São Paulo e de quatro Estados brasileiros.

Além disso, Ribeiro teria se beneficiado com fraudes nas licitações, o que teria favorecido o desvio financeiro. A corrupção ocorreu sobretudo em Pindamonhangaba, cidade do interior paulista que é berço político do governador.

Além do mais, a Secretaria de Transportes inclui um dos desafetos de Serra indicados por Alckmin para sua equipe de governo, e, além disso, a pasta estadual é um dos maiores focos de corrupção na política estadual.

Eu, como busólogo, sei o quanto isso influi decisivamente no transporte coletivo de São Paulo, cujo colapso, igual ao de Curitiba - devido ao modelo tecnocrático de sistema de ônibus, já em processo de desgaste - , é enorme. A corrupção no transporte de São Paulo é tão grande que inclui até um preocupante histórico de homicídios relacionados a disputas pessoais ou queimas de arquivos. Mas isso é outra história.

A Folha de São Paulo é obrigada a investigar os escândalos relacionados ao PSDB paulistano. Como teve que fazer reportagens sobre o esquema de corrupção envolvendo a filha de Serra, Verônica. A Veja, por sua vez, teve que admitir que o partido sofre sua pior crise histórica.

A postura da mídia direitista só faz agravar o clima de desentendimentos da base político-midiática tucana, e pode-se garantir que muita coisa ainda virá. Enquanto isso, Aécio Neves come quieto para ver como se dará a situação do PSDB, depois dessa confusão toda.

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