quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"SERTANEJO UNIVERSITÁRIO" MANTÉM O TOM E ELEGE SEU JOBIM



O tal "sertanejo universitário", que não é sertanejo nem universitário, mas apenas uma diluição da música caipira embalada para os jovens riquinhos dos condomínios de luxo, tem seu João Bosco & Vinícius.

Claro que teria que manter o tom.

O "sertanejo universitário" segue a cartilha da "música sertaneja", que era aquela diluição da música caipira para os padrões country dos papais dos riquinhos que consomem o tal som "universitário".

Aquele "sertanejo" inaugurado por Chitãozinho & Xororó sob as bênçãos do Partido da Imprensa Golpista.

E também favorecido pela "Revolução Verde" da Era Médici, uma espécie de versão caipira do "milagre brasileiro".

Portanto, todo mundo em casa.

Os "sertanejos" de raiz quadrada tex-mex respaldados pela ARENA, PDS, PFL e pelo extinto PRN.

Os "universitários" respaldados pelo PSDB, DEM e por setores coronelistas do PMDB.

E todo mundo sob as bênçãos da UDR, de Ronaldo Caiado, da titia senadora Kátia Abreu...

Certamente os breganejos, a ala tradicionalista da "MPB" - Música do PiG Brasileira - , elegeram logo o seu Jobim.

Ninguém menos que o ministro da Defesa Nelson Jobim.

Que Paulo Henrique Amorim chama de Johnbim.

Nelson Jobim é uma espécie de Pedro Alexandre Sanches do Governo Federal.

Ou seja, veste a camisa do time progressista, mas joga pelos neoliberais demotucanos.

Afinal, a tal "música sertaneja", verdadeira música para os ouvidos dos latifundiários, com toda a certeza nunca seria a trilha sonora de quem defende a reforma agrária.

Nem os "tradicionais" zezés, daniéis e chitões, nem os tais "universitários", sem excluir os que adotam seus nomes artísticos - que dizem ser "verdadeiros", numa fauna de duplas repletas de pseudônimos - , deveriam ser defendidos por aqueles que tenham o mínimo de solidariedade com o movimento dos trabalhadores rurais sem-terra.

Até porque quem financia, com gosto, a tal "música sertaneja", dos chitões aos "universitários", são os grandes proprietários de terra.

Que expulsam trabalhadores rurais a bala e dizimam até padres e missionárias que ameaçarem os interesses latifundiários de cada região.

Portanto, se algum escrevinhador de esquerda louvar a tal "música sertaneja", está cometendo um seríssimo equívoco.

Porque, no âmbito "cultural", está vibrando no lado dos latifundiários.

É pau, é pedra, é o fim do caminho.

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