quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O RACHA DO PT EM 2005


ESSA ALIANÇA JÁ COMEÇA A CAUSAR PROBLEMAS...

COMENTÁRIO DESTE BLOG: A aliança do PT com forças políticas conservadoras, sobretudo o PMDB, já começa a causar dificuldades na composição do ministério do futuro governo Dilma Rousseff. Sobretudo na figura de posturas claramente direitistas do ministro da Defesa, Nelson Jobim, mantido no cargo para a futura gestão.

É de âmbito interno um dos maiores desafios da presidente da República, que é o de superar essa articulação e efetivar um governo ousado através da coragem da chefe do Executivo federal.

Em texto enviado para Luís Nassif, Ivanisa Martins relembra o grande equívoco do PT foi abrir mão de gente do próprio partido para a presidência da Câmara dos Deputados, quando cedeu às pressões do PMDB para o cargo, num ensaio para que Michel Temer sentisse o gosto de alguns dias de presidente interino da República, pois, diz a Constituição Federal, o presidente da Câmara dos Deputados é o segundo suplente no comando do Executivo federal, depois do vice-presidente. E José Alencar, várias vezes, teve que se ausentar para tratamento do câncer...

O racha do PT em 2005

Por Ivanisa Teitelroit Martins - Reproduzido do blog de Luís Nassif

Os rachas históricos do PT são sinais que deveriam ser analisados com lupa. Em 2005, o racha do PT para indicação da Presidência da Câmara (eram, então, 7 candidatos) foi definitivo para a conflagração que se instaurou entre as forças políticas, atingindo diversos setores da sociedade e importantes aliados.

O Presidente Lula, na época, não se deu conta, assim como o PT, de que se houvesse sido mantida a união do partido em torno de uma candidatura não teria sido necessário fazer composições com os partidos conservadores. Virgílio Guimarães, o deputado que era simpático ao financiamento de campanha pelo grupo econômico de Dantas, insistiu em sua própria candidatura e enfraqueceu a candidatura de Luís Eduardo Greenhalg.

Este foi o maior erro do PT. Em política quando se erra, não há volta. Este erro, esta divisão interna, deixou vulnerável o PT e o governo, deixando campo aberto para a articulação entre o PSDB e o PFL e a forte articulação dos deputados que não têm espaço na mídia. E, é sempre bom lembrar, o Senador Antônio Carlos Magalhães ainda estava vivo, e como!

Aproveito para comentar também a ausência do ex-Ministro Patrus Ananias na formação do governo. O presidente Lula, em 2007, dividia-se entre duas candidaturas possíveis ao governo, sou testemunha: Patrus Ananias e Dilma Rousseff. Dilma Rousseff sempre foi um quadro motivado pelas questões econômicas, de infra-estrutura e de energia. Patrus Ananias sempre foi um quadro motivado pela erradicação da miséria e a redução da desigualdade social.

Por que Patrus Ananias, que foi quem efetivamente implantou com sucesso o Bolsa Famíla, que articulou nacional e internacionalmente os setores que vieram a apoiar e sustentar sua implantação, que enfrentou adversários tanto dentro do PT como na mídia, sequer é lembrado?

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