domingo, 12 de dezembro de 2010

O MACHISMO LÚDICO QUE, DECADENTE, INSISTE EM PERSISTIR



Por Alexandre Figueiredo

Enquanto o caso Wikileaks põe em alerta os planos imperialistas conflituosos, criando uma crise diplomática que, dependendo dos fatos, pode ameaçar seriamente a humanidade do planeta, Julian Assange perde feio na busca do Google, cuja líder, segundo o Google Zeitgeist 2010, é a celebridade paraguaia Larissa Riquelme.

Sim, uma calipígia a mais, que veio ao Brasil para competir com suas iguais, sempre iguais, mas apenas não nascidas no Paraguai, que tempera a falta-de-imaginário dos machistas da atualidade. Sim, falta-de-imaginário, porque essas "musas" mostram tanto o corpo que a "fantasia sexual" aparece já pronta, um "prato feito" para a burrice e a falta de imaginação dos trogloditas modernos.

Enquanto o machismo dos homens faz com que a supremacia masculina se aproprie da inocência feminina a ponto de violentar suas próprias companheiras, em certos casos até o óbito, sua indústria lúdica, por outro lado, produz um grande contingente de "musas" sem a menor substância, sem o menor escrúpulo de cometer gafes e, mesmo assim, fazendo questão de se manterem em evidência fazendo a mesma coisa.

E que "mesma coisa" é essa? Simples. Mostrar o corpo, em circunstâncias por demais repetitivas. Fulana mostra demais na festa da boate tal, sicrana paga calcinha no evento tal, beltrana paga cofrinho no passeio ao shopping tal. Fulana usa decote generoso no ensaio da escola de samba tal, sicrana deixa mostrar o seio no calçadão da praia X, beltrana mostra sua "boa forma" num "generoso" biquíni na areia da praia Y.

Sempre isso, sempre isso e sempre isso. Só isso, só isso e somente isso.

E elas não têm a menor substância. Acham que malhar na academia vai lhes fazer parecer "garotas legais". Sentem uma obsessão doentia por noitadas, vitrine de suas vaidades. Elas não leem livros, não vão a eventos culturais de nível, não têm opiniões relevantes sobre política - quando muito, apelam para tolices como "vamo votá coinsciente (sic), né galera?" - , e, não obstante, são capazes de cometer gafes constrangedoras. Tipo fantasiar-se de "enfermeiras" ou "freiras".

E, o que é pior, essas moças, que expressam um misto de louras-burras com dondocas pornôs, ainda querem se passar por "feministas", só porque não vivem à sombra de um namorado ou marido, ou porque "vendem o corpo" para comprar uma casa para suas mãezinhas. E ainda querem se exibir para as crianças, sem qualquer pudor nem prudência.

Afinal, a infância não é desprovida das sensações de sexualidade. O grande problema não é ignorar a sexualidade infantil, que existe, mas é o de explorá-la da forma mais fútil, enquanto as mentes infantis ainda são muito mal formadas. Se a pornografia aparecer escancarada para as crianças, isso pode produzir uma sexualidade desenfreada e irresponsável na adolescência, e não é por acaso que, através desse processo, possam haver até mesmo estupradores surgidos no alvorecer da puberdade.

O espetáculo machista das popozudas, calipígias, mulheres-frutas, dançarinas de porno-pagode, empurrado pela mídia populista - na prática, verdadeira capataz da mídia golpista, algo como um jagunço midiático - , é ainda reforçado pela lamentável volta do conjunto baiano É O Tchan, ícone da Música de Cabresto Brasileira e símbolo do machismo mais rasteiro do nosso país.

No auge dessa exploração machista do corpo feminino, dessa exaltação à vulgaridade mais ofensiva e sem graça, que desafia até mesmo valores morais mais liberais e abertos, o É O Tchan voltou não apenas com duas dançarinas, mas com seis (!), entre elas, uma loira chamada Karol Loren, que com sua aparência turbinada que, no seu meio social, dificilmente fica imune a relações amorosas com rapazes viris e robustos de sua vizinhança, disse estar "encalhada". Que mentira, que lorota boa.

Tudo para aumentar a tara dos machistas sem imaginação. Tudo para manter os homens, sobretudo das classes populares, à mais perfida distração machista, que muitas vezes desvia tantos machos das lutas do dia-a-dia, complementando com o alcoolismo a campanha escapista que a mídia golpista e o latifúndio fazem através da ideologia brega-popularesca, sob o rótulo de "cultura popular contemporânea".

O pior é que essas boazudas encontram concorrência mais forte e mais intensa nas jornalistas, modelos e atrizes, de personalidade mais classuda e sofisticada. Uma concorrência na qual as meras portadoras de glúteos e peitos avantajados perdem feio, em larga desvantagem.

Afinal, as jornalistas, modelos e atrizes classudas são capazes de mostrar sensualidade, beleza e formosura física sem apelar para o grotesco nem para o vulgar. E ainda contam com uma vantagem bastante superior: podem falar sobre diversos assuntos, leem livros, vão a eventos culturais relevantes, em vez daquelas mesmices de vaquejadas e micaretas que só mostram música da pior qualidade, e de gosto bastante duvidoso.

Larissa Riquelme já ganhou até uma "genérica" brasileira, a Lucilene Caetano. Ambas expressando o vazio das mulheres que mostram demais o corpo mas não tem personalidade alguma. "Musas" que pensam ser modernas, mas que não passam de mulheres retrógradas, ultrapassadas, decadentes. E, o que é pior, várias dessas pretensas musas são também temperamentais, o que as torna cada vez menos atraentes.

As boazudas são decadentes porque não têm o que dizer, e hoje a humanidade mudou de tal forma que uma mulher que queira ser alguém na vida tem que ser, no mínimo, inteligente e com espírito de iniciativa, em qualquer coisa.

E é tão bom ver uma mulher que se destaca por sua personalidade, por suas ideias interessantes, sua simplicidade, simpatia, inteligência, independente dela se destacar ou não pelo corpo bonito. Talvez a beleza física importe menos, porque a cada dia não só a inteligência, a independência e o espírito de iniciativa da mulher se tornam direitos conquistados, como tais qualidades se tornam também deveres e demonstrações de conduta responsável e consistente.

As "cachorras", popozudas e similares podem ser tudo, menos preparadas. Porque, no fundo, elas estão totalmente despreparadas para as batalhas da vida humana. Vão terminar chorando, envelhecidas nos seus últimos rebolados, nas suas débeis demonstrações de "sensualidade" desgastada, sozinhas na sua burrice e arrogância.

O mundo gira.

Um comentário:

  1. Você sabia que a Larissa Riquelme virou irmã de ladrão? Esse assaltante se chama Freddy Román (por favor, esqueçamos os trocadilhos)!

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