domingo, 19 de dezembro de 2010

MC SMITH FALA A LÍNGUA DA MÍDIA GOLPISTA


MC SMITH É DO PiG: A TATUAGEM NÃO HOMENAGEIA O PAC DO GOVERNO FEDERAL, MAS O RAPPER TUPAC SHAKUR (2-PAC).

MC Smith fala a língua do Partido da Imprensa Golpista.

E mostra o quanto querem e podem os funqueiros.

Eles bajulam a esquerda, se infiltram em mobilizações esquerdistas, porque querem impedir que as favelas se mobilizem à revelia dos barões e dirigentes do "funk carioca", autoproclamados "representantes do povo pobre".

Mas, nos bastidores, os funqueiros chamam os esquerdistas de otários, de trouxas, de frouxos (freixos?).

Tudo é igual no "funk carioca". Seja o "comercial", com popozudas e tudo, seja o "di raís", o "proibidão", o "funk melody" (que apenas adapta o brega de Odair José ao ritmo do "pancadão").

Não são diferentes variações de um estilo, são pequenas "diferenças" de uma mesma mesmice. Uma protegendo a outra. Uma tentando se justificar pela outra.

E o MC Smith, um dos astros do "proibidão", mostrou mesmo que fala a mesma língua da mídia golpista.

Quando, ao ser detido, MC Smith foi interrogado por um repórter o porque das letras "polêmicas", o MC, de forma esnobe, disse simplesmente:

- Liberdade de expressão.

É essa a desculpa que Otávio Frias Filho usa para impor os valores retrógrados da Folha.

É esse o pretexto de que usam Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, Merval Pereira, William Waack, Carlos Alberto Di Franco, Gilberto Dimenstein para condenar os movimentos sociais.

É essa a bandeira de luta do Instituto Millenium, do PSDB, das Organizações Globo, da Folha, da Abril, do Estadão, para impedir o progresso do país.

O "funk carioca" nunca foi nem é movimento social e cultural de coisa alguma. Nem aqui, nem na Cochinchina.

Isso não passa de um empreendimento de empresários-DJs, donos de clubes noturnos, sedentos pelo poder e pelas manobras de controle social das classes pobres.

O DJ fala que o "funk" é "a voz do morro". Mentira. Ele e seus amiguinhos é que tentam falar "em nome dos pobres" para que os pobres não possam falar.

Por trás dessa "saudável expressão das periferias", empurram-se mulheres-objeto totalmente grosseiras e estúpidas, MCs que exaltam a criminalidade, dirigentes que tentam fazer um discurso bonito para as esquerdas, mas as apunhalam pelas costas.

O povo, mesmo, não pode falar. O "funk" serve de "filtro" para que o povo se cale, enquanto seus supostos porta-vozes "falam" pelo povo.

Oito anos de tanta falação "socializante", tantas vezes a expressão "cidadania" foi usada em vão pelos defensores do "funk", e o povo continua na miséria, na insegurança, no analfabetismo.

Não adianta os funqueiros botarem culpa nas autoridades.

Eles mesmos faturaram horrores com a burrice imposta ao povo pobre, com a miséria eterna e irresolúvel.

Afinal, os funqueiros arrecadaram muito dinheiro, grana suficiente para dar escola e melhorias sociais para seu povo.

NADA fizeram.

O dinheiro só foi para os DJs comprarem fazenda no interior fluminense, para comprar viagem para a Flórida, fora outras coisas mais suspeitas.

E, na volta, ainda tentam continuar falando "em nome do povo".

Para depois rirem dos intelectuais, esquerdistas, dos professores universitários pelas costas.

O "funk carioca" é retrógrado, ultrapassado, parado no tempo.

Isso o que se chama de "funk".

Porque o verdadeiro funk brasileiro, de Cassiano, Gerson King Kombo, Hyldon, Banda Black Rio e, sobretudo, Tim Maia, é que é bem mais moderno.

Mas até esse som é vítima de diluição e deturpação, não pelos funqueiros, mas pelos cantores de "pagode mauricinho", vários deles mais preocupados com o cabelo oxigenado ou com sua coleção de paletós, falsos sambistas doentes do pé que são.

E toda diluição é também retrógrada, porque é o velho fazendo caricatura do que é novo e eterno.

Em todo caso, sambregas, funqueiros, a velha grande mídia, estão todos nervosos.

Os avanços sociais seguem. Não dá mais para o funqueiro fazer demagogia, arrumar desculpa para dizer que não quer polícia nas favelas nem escola para os favelados.

Essa falácia, esse trololó "socializante" já foi longe demais. Só serviu para prolongar o sucesso comercial de um ritmo chinfrim, repetitivo e parado no tempo.

Só resta MC Smith chorar nos ombros dos barões da mídia golpista, que, no fundo, veem no funqueiro e nos seus similares uma "boa gente", porque se esforçou na tentativa de freiar os avanços sociais.

Não conseguiram.

Pelo contrário, cada vez mais os movimentos sociais das favelas ressurgem e crescem à revelia de qualquer contexto funqueiro.

Com outras trilhas sonoras, mais vivas, mais orgânicas, mais expressivas.

Com outros valores sociais, com outros princípios. E com melhor auto estima.

O povo das favelas não quer dançar o "pancadão". Quer cultura de verdade e qualidade de vida.

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