sexta-feira, 26 de novembro de 2010

PORTA-VOZES DO BREGA-POPULARESCOS EM PÂNICO: O PiG ESTÁ COM ELES



Falaram tanto que os ritmos brega-popularescos estavam fora da grande mídia que a grande mídia, entusiasticamente, deu espaço a eles.

A "cultura popular" estereotipada, que domestica o povo pobre, envergonharia Noam Chomsky mas enche de orgulho da imprensa golpista, não pode ser considerada acima ou independente da grande mídia.

A mediocridade musical, o grotesco, o sensacionalismo, o policialesco, o pitoresco, o piegas, o exageradamente pomposo, o superproduzido demais, tudo isso não pode ser considerado acima da grande mídia, nem independente, e muito menos discriminado ou opositor ao poder da grande mídia.

Os intelectuais de plantão apenas quer que empregadas domésticas não ouçam os mesmos discos que eles.

Daí que eles classificam o brega-popularesco como se fosse um "folclore pós-moderno".

Dizem que os "sucessos do povão" que aparecem todo domingo no Domingão do Faustão, toda semana em Caras e Contigo e todo mês na capa de Ilustrada da Folha de São Paulo, "não tem espaço na mídia".

Só porque eles não sintonizam o rádio FM, cada vez pior, não significa que eles possam afirmar que os "sucessos do povão" agora só acontecem no YouTube e no Twitter.

As "redes sociais" não têm ainda demanda nem visibilidade para promover, por si só, sucessos estrondosos.

Se algo vindo delas faz sucesso estrondoso, é porque a TV aberta endossou o que as redes difundiram para seu público específico.

Envergonhados e assustados, os intelectuais, vendo que suas desculpas para legitimar a mediocridade musical brasileira não conseguem convencer, se calam diante do apoio e dos sorrisos agradecidos que o Partido da Imprensa Golpista dá a essa intelectualidade.

Até a revista Veja se ajoelhou aos pés de Gaby Amarantos. Mas os intelectuais insistem que a grande mídia ignora o tecnobrega.

Também não convenceu empurrar os protegidos da Rede Globo, como Alexandre Pires, Fábio Jr., Calcinha Preta e Parangolé para a imprensa esquerdista. A "paçoca" acabou tendo o sabor azedo do jabá. Não a carne seca, mas o jabaculê.

E Marcelo Madureira foi abraçar Joelma e Chimbinha mais de uma vez.

A mídia golpista não tem medo do brega-popularesco. Pelo contrário, o brega-popularesco tranquiliza o povo, domestica as massas.

O brega-popularesco não mobiliza o povo, imobiliza-o.

Mas os intelectuais brazucas atuais ainda tem que aprender com os mais velhos. Depois de acabar a festa dos seus fãs e amigos.

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