quinta-feira, 21 de outubro de 2010

FERNANDO HENRIQUE APOIOU MUDANÇA DE NOME DA PETROBRAS



Por Alexandre Figueiredo

O Tijolaço, de Brizola Neto, e Viomundo, de Luiz Carlos Azenha, relembraram esse episódio que fez parte do anedotário político nacional.

Pois, com 45 anos de existência, a Petróleo Brasileiro S/A, Petrobras, empresa pública que surgiu depois de intensa campanha no turbulento segundo governo de Getúlio Vargas, e que, curiosamente, contou com o apoio decisivo de um político da UDN, Gabriel Passos - morei perto de uma rua com o nome dele, no Stiep, em Salvador - , numa das raras exceções dentro da oposição partidária ao líder nacionalista.



Pois a trajetória da Petrobras, com 45 anos de existência, esteve perto, dois anos depois dessa celebração, de se transformar numa grande piada, uma piada de mau gosto, muitíssimo mau gosto, em que a ideia de mudança de nome, partida de um economista francês naturalizado brasileiro, Henri Philippe Reichstul, escolhido para presidir a Petrobras, era defendida como se fosse uma fórmula vantajosa.

Segundo Reichstul, a mudança de nome de Petrobras para Petrobrax tornaria a empresa mais competitiva no mercado internacional, além de permitir uma imagem mais moderna da instituição. Grande balela.

O que faz a empresa ser mais competitiva e moderna não é necessariamente a mudança de nome, mas a competência administrativa e a sua trajetória que, ainda que contenha erros, tenha mais acertos.

O nome Petrobrax, que já estava perto de pegar, virou logo piada. Se Petrobras se referia do Brasil, Petrobrax se referia a o quê? Os piadistas logo vieram com Brasix ou Braxil. Brasix parecia marca de cortadores de grama. Braxil parecia nome de remédio. Petrobrax, então, não parece coisa alguma, é apenas um nome ridículo.

Eu mesmo, quando fazia sites questionando as ridículas "rádios rock" Cidade e 89 (que enfocavam a cultura rock como se fossem delegados do DOI-CODI), lancei até um site de textos chamada "A Vez do Brasix", cujo acervo se perdeu por conta do vírus Happy Time, enviado justamente por um dos internautas simpáticos às duas rádios. PiG com guitarras.

A ideia, claro, foi apoiada pela Folha de São Paulo - que então exibia a aura de "mídia boazinha", aparentemente contida - e até mesmo uma peça de teatro, com Fernanda Montenegro, foi anunciada como patrocinada pela Petrobrax.

Felizmente a ideia não pegou, afinal veio a tragédia da Plataforma P-36 para desmascarar a "nova lógica" da "futura" Petrobrax, e a crise política que envolveu o governo tirou os tucanos do Planalto, em 2002. E a Petrobras continuou sendo Petrobras, e se fortaleceu como uma das maiores empresas do mundo.

Ainda bem.

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