terça-feira, 19 de outubro de 2010

DIREITA USA VULGARIDADE FEMININA PARA ALIENAR O POVO



O que tem a ver Valesca Popozuda e as campanhas da CNBB, Opus Dei e TFP contra as mudanças sociais de nosso país?

Não são duas forças opostas, porque uma carrega na pornografia, outros no moralismo católico ranheta?

Sim, mas são duas faces de uma mesma moeda, a do controle social, do esforço em alienar o povo das necessidades de rebelião social que podem abalar estruturas dominantes há muito estabelecidas no país.

Em 1964, uma grande marcha, na verdade o ápice de uma série, a Marcha da Família Unida Com Deus pela Liberdade, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, expressou o reacionarismo moralista de grupos religiosos conservadores que pediam o golpe militar contra Jango.

Dez anos depois, com os efeitos da Crise do Petróleo do Oriente Médio, que fez a economia do "milagre brasileiro" entrar em colapso, as elites conservadoras liberaram a pornografia para evitar a revolta da população, sobretudo pelos homens.

O Grupo Abril já colaborou com a franquia da Playboy. O humorismo passou a ser de duplo sentido, para "ter graça" não basta ser engraçado, tem que ser "malicioso". E vieram também as revistas vagabundas de sacanagem, mostrando moças jecas em poses "sensuais".

Nos últimos anos, a cruzada religiosa que recorre a uma empresária filiada do PSDB para produzir panfletos anti-PT vem da mesma frente conservadora que, na mídia golpista, despeja todo um circo da vulgaridade feminina e suas popozudas e calipígias, umas dezenas surgindo a cada ano sem que as antecessoras se aposentem.

Afinal, é preciso aumentar a quantidade, para distrair os homens do povo com o recreio sexual alienante. Com o aval sobretudo do portal Ego, um dos veículos da suspeitíssima corporação das Organizações Globo.

São as mulheres-frutas, da Mulher Melancia à Valesca Popozuda, com seus glúteos exagerados, suas caras enjoadas e seus corpos cheios de silicone.

São as ex-BBB's, tipo Anamara, Priscila Pires e outras, que não disseram a que vieram.

São titias como Ângela Bismarchi, Nana Gouveia e Solange Gomes tentando promover a "sensualidade" de borracharia.

São as paniquetes, tipo Nicole Bahls, Piu-Piu e outras, apenas um pouquinho mais "arrojadas" (?!).

São as marias-chuteiras, tipo Joana Machado, fingindo que não gostam mais de jogadores de futebol.

Ou então moças como Geisy Arruda, Dani Sperle e Lucilene Caetano que a gente não sabe o que elas significam.

Todas elas fazem o recreio machista que se esforça mais em reprimir os movimentos sociais do que qualquer bando de jagunços armados até os dentes.

Em todo caso, para cada excesso pornográfico, as seitas religiosas conservadoras reservam um recanto para as almas que exageraram no recreio pornográfico.

Mas tudo é feito para minimizar a urgência dos movimentos sociais, evitando assim que se avancem as reivindicações e as conquistas das classes trabalhadoras.

Como se vê, há "anjos" e "demônios" a serviço da nossa direita.

Um comentário:

  1. Eu sempre achei estranho a 'pornochanchada' ter seu ápice na ditadura. Paradoxal. E isso nos custa até hoje, ela pode ter morrido, mas seu legado segue nos programas, novelas e adaptações (sic) da Globo nas obras de Nelson Rodrigues.

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