sábado, 16 de outubro de 2010

CULTURA DO PiG, MÚSICA DO PiG



Não adianta dizer o contrário. A "cultura" brega-popularesca é a cultura do PiG.

O povo é condenado a sempre fazer porcaria, sob orientação de seus empresários e sob um forte esquema de marketing.

Isso é a "verdadeira cultura popular", a "legítima MPB", a "livre expressão das periferias", o "novo folclore pop do Brasil moderno"?

Balelas!! Nada disso é verdade!!

Essa "cultura de massa" não pode ser creditada como a legítima cultura do povo pobre.

Dever haver um grande engano em nossos cientistas sociais, críticos musicais e seus blogueiros simpatizantes.

De tanto se limitarem a ver a periferia em documentários estrangeiros, e de contemplar o pop terceiro-mundista difundido em Londres, Nova York e Paris, eles queriam encontrar algo parecido na mass culture brasileira.

Mas não encontraram. Só que acreditam que encontraram.

Viram um monte de joio e logo pensaram ser o trigo. Só porque, na esquizofrenia pop, joio e trigo são partes inseparáveis uma da outra, eles passaram a defender o brega-popularesco como se fosse o "folclore brasileiro do século XXI".

Acreditam que isso é o "novo", só que isso é podre de tão velho.

Quiseram ver a rebelião reggae no "rebolation", a revolta hip hop no "funk carioca", a multimídia pop art no É O Tchan, a modernidade pós-punk no tecnobrega, o protesto dylanesco em Waldick Soriano, e outras baboseiras similares.

Coitados de quem acreditar dessa forma. Nada mais fizeram senão tentar ver cabelo em ovo.

Não sabem quem é que está por trás de tudo isso. Se verificarmos as elites que investem nesse tipo de "cultura popular", sejam políticos, empresários, donos de rádio FM e emissoras de TV, o envolvimento oligárquico nos bastidores dessa "verdadeira cultura popular" fará qualquer desavisado sofrer um ataque no coração.

Claro, quem fica trancado nos seus condomínios, nos seus escritórios acadêmicos e se limita a ver a pobreza pelos filtros da televisão, fica surdo, cego e mudo a essa realidade.

Não quer falar a respeito da problemática que está por trás do brega-popularesco.

Não quer ver as armadilhas que estão por trás desse entretenimento popularesco que domina rádios e TV aberta.

Não quer ouvir as denúncias sobre a mediocridade cultural que isso significa e o jogo de interesses que permite a prevalência dela.

Preferem, por outro lado, irem pela falácia fácil do "preconceito", da valorização do "mau gosto".

Para esses intelectuais, o povo só faz coisa ruim, mas temos apenas que acreditar, feito crianças vendo o Papai Noel, que essas coisas ruins "são boas" e que apenas é uma forma "diferente" do povo expressar sua cultura.

Mas vamos comparar a música que os morros, os sertões e as roças faziam até os anos 70 com essa música tão hoje associada ao povo pobre, que cresceu sobretudo nos anos 90.

Quanta diferença. E não é somente estética.

Afinal, a estética importa, sim. Mas o problema está também na produção de conhecimento. Coisa que a música brega-popularesca e todos os valores ideológicos envolvidos não tem.

A música brega-popularesca só produz sucessos para o rádio e TV. E, agora, tenta dizer que não está na mídia, só está na Internet.

Mas não é de hoje que a menina dos olhos dessa retórica burra, o tecnobrega, aparece totalmente à vontade nos veículos da mídia golpista, como Globo, Folha de São Paulo e Estadão. Mera coincidência? Nada disso!

É porque a música brega-popularesca, em TODOS os seus estilos, aposta na imagem domesticada do povo pobre, reduzido a uma caricatura de si mesmo.

É porque a música brega-popularesca quase nada tem de brasilidade, em QUALQUER de seus estilos. Nela, o povo nada cria, o povo apenas "recria" o que vem de fora, vem quase tudo pronto, de soul music, country music, de caubóis, detetives, rappers, mandando na cultura brasileira, o que nada tem da "antropofagia" de Oswald de Andrade, esse senhor que nenhum fã de tecnobrega, "funk", axé ou afins sequer ouviu falar e nem tem ideia se ele está vivo ou morreu faz tempo.

Não temos mais novos Ataulfos, Cornélios, Marinês, Cartolas, dos Pandeiros, Pixinguinhas, Dongas, Sinhôs, Garotos.

Mas temos gente brincando de Bobby Brown simulando samba, de caubói de Hollywood simulando (mal) a moda de viola, gente brincando de Beyoncé, de Madonna, de Michael Jackson, de Jackson Five pseudo-sambista, cantando country com voz de fuinha (feito Amado Batista), ou bancando o Barry Manilow de boate paulista (tipo Fábio Jr.).

Trocamos, por pressão da mídia conservadora, a segura criatividade própria, simples mas rica dos ritmos regionais brasileiros, pelo engodo da música cafona e midiática, que não passa de uma pálida releitura nossa do que vem de fora. É a visão matuta de elementos estrangeiros, mas uma leitura nada antropofágica.

Afinal, na antropofagia oswaldiana, o estrangeiro chega até nós, mas é o nacional quem manda.

No brega-popularesco, quem manda é o estrangeiro, quase sufocando nossa regionalidade num sotaque pateticamente mal articulado.

Não adianta fingirmos que tudo está bem, que fulana começa imitando Beyoncé para depois gravar covers de Clara Nunes.

Não adianta fingirmos que a mediocridade é um inocente aprendizado.

Até porque os verdadeiros aprendizes não transformam sua ignorância inicial em milhões de CDs vendidos, nem em plateias lotadas nem em sucesso nas rádios FM e TV aberta.

Não adianta errar em cinco, dez, quinze CDs, e depois querer fazer MPB séria quando se é tarde demais. Nem com o apoio de O Dia, Extra ou São Paulo Agora.

A cultura brasileira está numa situação perigosa, e anuncia-se a fase da Música Paralisada Brasileira, quando os ídolos brega-popularescos, passados seus cinco anos de sucesso comercial, vão só regravar seus sucessos em CDs/DVDs ao vivo ou gravar covers e duetos.

Quando se esgotarem os últimos recursos publicitários da cafonice, depois que tecnobregas e "universitários" enganarem multidões, ver que a cultura brasileira será tetraplégica nas mãos de toda a linhagem brega e neo-brega de Waldick Soriano a Gaby Amarantos, passando por Odairs, Amados, Sullivans, Chitões, Zezés, Ivetes, Belos, Exaltas, Calcinhas, Kaomas, Calypsos, Tchans, Chicletões, Créus, Popozudas, Marlboros, Calypsos, Luans, Parangolés etcetera, que sem ter mais o que fazer vão somente regravar sucessos em apresentações ao vivo, apenas trocando a ordem das músicas ou escolhendo o cover da MPB a ser usurpado.

E quem deveria zelar pela cultura popular autêntica, alinhado com a causa política progressista, não pode compactuar com a hegemonia brega-popularesca, acreditando que é uma "expressão do povo das periferias".

Até porque tal posição só vai lhe mostrar antigos preconceitos elitistas, mesmo através de frases "inocentes" como "a maioria do povo gosta".

Isso acaba expondo o preconceito de dondocas que essa intelectualidade de cientistas sociais, críticos musicais e blogueiros simpatizantes têm. E que sua visão de "cultura popular" está muito mais próxima do Domingão do Faustão do que de qualquer movimento social de cunho esquerdista.

Essa intelectualidade acaba falando a mesma língua do Partido da Imprensa Golpista.

E não adianta escapar, tingir seus pontos de vista com alegações pseudo-esquerdistas ou militantes.

O "funk carioca" e, agora, o tecnobrega, estão a todo vapor na mídia golpista.

Porque toda a música brega-popularesca é de acordo com a mídia golpista.

Se no momento não aparece na Globo, no entanto foi através da Globo que essa pseudo-cultura se desenvolveu.

Os valores do brega-popularesco são os valores do PiG.

Que Lupicínio Rodrigues o quê! Roberto Marinho influenciou mais os ídolos brega-popularescos.

Sem bancarmos os politicamente corretos: a música brega-popularesca é uma porcaria. E os "valores sociais" a ela relacionados são os piores possíveis.

O Brasil não pode mais consentir a domesticação do povo pobre.

Chega da cultura do PiG, que não pode virar bandeira progressista de jeito algum. Nem de Freixos, nem de Sakamotos, nem de Sanches, nem de qualquer outro que vier!!

Porque tudo isso acaba voltando para os braços do PiG, como foi com o "funk", é com o tecnobrega, e será com qualquer brega ou neo-brega metido a "vítima de preconceito"

(ah, essa desculpa cansativa, "preconceito", que ninguém aguenta mais ouvir!)

Chega de tratar a cultura brasileira como um depósito de lixo. E chega de embalsamar esse lixo podre pelo discurso intelectualóide!!

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