quarta-feira, 20 de outubro de 2010

BRIZOLA NETO: NÃO HÁ "MEIO SEGREDO"



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Há expectativas relacionadas ao livro de Amaury Ribeiro Jr., ex-jornalista do Estado de Minas e contratado pela Rede Record, sobre os detalhes do dossiê que teria revelado os bastidores da política tucana através dos negócios da família de José Serra. Reproduzo aqui o texto de Brizola Neto e, acima, o de Luís Nassif. Neste, Brizola Neto indaga algumas questões a respeito do livro.

Não há "meio segredo"

Por Brizola Neto - Blog Tijolaço

Estou acompanhando o noticiário em torno do suposto dossiê – cujo conteúdo continua um mistério total – sobre os negócios da família Serra. Desnecessário dizer que é preciso condenar com veemência qualquer método de obter dados fora da lei e por meio de suborno.
Mas é essencial que, como em qualquer ato ilegal, se descubra o autor, o mandante e a motivação.

O jornalista Amaury Ribeiro trabalhava para quem, na época (setembro de 2009)?

De onde vieram dos R$ 12 mil para a compra dos dados sigilosos, se ela, como teria dito em depoimento, foi feita?

Com quem o jornalista discutiu o assunto em seu emprego, na época, no jornal O Estado de Minas?

Quem financiou – e para que – as viagens que o jornalista fez a São Paulo para receber os dados?

Se a Polícia Federal mantivesse todos os dados colhidos em seu procedimento investigatório, bem.

Mas vezar apenas uma parte dos dados, não.

Na prática republicana, vale mais que qualquer outra regra a de que o sol é o melhor desinfetante.

A esta altura, depois de meses de noticiário sobre quebra de sigilo, não creio que isso vá representar qualquer abalo.

Mas é um dever republicano, revelada meia-verdade, revelar a verdade inteira.

Não é possível que um órgão público, a Polícia Federal, faça “vazamentos” seletivos de informação.

Ou nada, ou tudo.

É melhor tudo.

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